Fantasias e realidades
de Erik Santana
Diálogos Literários é uma seção nova que criei para o blog. O intuito é apresentar autores, escritores, leitores, bookaholics, blogueiros, todo tipo de pessoas interessantes relacionadas ao universo dos livros.
Para os Diálogos Literários de estreia, convidei o autor de literatura fantástica e meu conterrâneo, o osasquense Erik Santana. Ele fala abaixo sobre sua obra, Filhos da Noite.
BOOKS, PEOPLE & STUFF - A sua obra ‘Filhos da Noite’ se enquadra no gênero Literatura Fantástica. Só para nos situarmos neste universo, o que exatamente é a Literatura Fantástica?
ERIK SANTANA - A literatura, por mais que a gente tente deixá-la o mais próximo possível da realidade, está ligada diretamente ao fantasioso, ao irreal, ao imaginário. Conforme citou, magnificamente, Antônio Cândido: “Não há povo e não há homem que possa viver sem ela [a literatura], isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação”.
Sendo assim, temos a criação do fantástico, do imaginar irreal que o ser humano carrega dentro de si.
Em meados do século XX, na Europa, em especial na Espanha, foi criada uma escola literária voltada para os temas fantásticos, na qual chamaram de Literatura Fantástica ou Literatura Maravilhosa. Nos países latino-americanos, foi determinado que essa escola fosse conhecida como Realismo Mágico, que pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse de mostrar o irreal ou estranho, como algo cotidiano e comum, conforme definiu o cubano Alejo Carpentier.